Visão Masculina: Mulheres; Truques e Confusões por Dilvo Rodrigues

Mulheres; Truques e Confusões 

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Na mais nova moda do momento, elas raspam um dos lados do cabelo, prendendo ou penteando o restante para o outro lado. Dizem que é um corte ousado, que confere personalidade à figura. Pode até ser! Mas quando vejo aquele pescoço realçado, me sinto um sujeito da década de 1920, ofegante por ter visto o descoberto ombro da amada pela primeira vez. Outro dia, uma moça passava com esse corte e na orelha a mostra havia um brinco artesanal com uma pena colorida. A pontinha da pena do acessório ficava ali no pescoço dela, meio que fazendo cafuné ou cócegas, ou qualquer outra coisa que a fazia andar sorrindo. Sorria um desses risos que a gente faz quando alguém revela um segredo que não deveria ter sido dito, mas que a gente fica doido e gosta de ouvir. Eu pensei: “Brinco safado!”

Há algo de misterioso nessas mulheres de olhos castanhos ou negros e de sobrancelhas bem marcadas. Aquelas de olhos verdes, olhos azuis, que trazem a lembrança da perigosa calmaria das águas profundas do mar. Essas mesmas que raspam um lado do cabelo, que passam lápis, delineadores, sombras e rímel. É difícil descobrir qualquer coisa sobre elas. Mesmo que um batom vermelho estampando um sorriso largo acalme nossas dúvidas, tentando dizer que as cartas estão na mesa. Sabe como é, né!? Muita gente já perdeu fortunas por causa de um blefe ou um sorriso de canto de boca.

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As mulheres deveriam escolher somente uma das opções de se fazerem notadas. Ou se destacam os olhos, ou os lábios. A visão do homem é objetiva, direcional e mais profunda. A gente fixa em um alvo e disseca ele totalmente. Se você passa com os olhos chamativos e a boca chamativa, a gente se sente igual aquele personagem do “Cara, crachá. Cara, crachá”. É claro, de longe o conjunto da obra sobressai. Mas, de pertinho só da para escolher um dos atributos para mergulhar. Pense bem: Por que nos beijamos de olhos fechados e por quais motivos nos olhamos em silêncio!? É uma teoria.

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A música do Leoni nunca foi tão verdade como agora. As mulheres e seus mistérios, realçados num belo e destacado par de olhos, silenciados em um sorriso vermelho, estampados em um corte da moda. Truques que criam ainda mais confusões na cabeça de um homem, coisas as quais garotos não resistem. Se fosse hoje, Freud possivelmente estenderia seu questionamento: “Afinal, o que querem as mulheres com todos esses mistérios?”. Descobriremos! Mas não sem olhar um pouco mais de perto.

Por Dilvo Rodrigues

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Sobre Barriga Negativa por Dilvo Rodrigues

Na primeira vez que ouvi falar do termo “barriga negativa” fiquei bastante curioso. Eu estava na rua passeando, quando duas garotas passaram conversando do meu lado. De repente, as palavras chegaram aos meus ouvidos. Antes de chegar em casa e pesquisar, fiquei supondo ou imaginando: – o que seria essa tal de “barriga negativa”? Confesso, foi difícil  demais chegar a um hipótese, digamos, lógica. Mas, sem dúvida era alguma coisa relacionada a estética corporal. No caminho para casa, fiquei reparando a barriga de todas as pessoas que passavam por mim, e me perguntava: “Será aquela a barriga negativa?”.

Na verdade, era bem mais simples do que eu pensava. É tão simples que nem existe definição de “Barriga Negativa” no Wikipédia, e aí a gente vai vendo o quão importante é o conceito para a raça humana. Mas, seria uma curvatura que aparece entre os ossos localizados na parte inferior da barriga. Essa concavidade é consequência do baixo acúmulo de gordura na região abdominal e em todo o corpo.  Descobri que o assunto virou febre quando a modelo sul-africana Candice Swanepoel divulgou uma foto da sua barriguinha no Instagram. Depois, houve uma enxurrada de fotos do mesmo perfil na rede social e no Facebook. Inúmeras críticas e comentários desfavoráveis, mas muita gente acabou ficando com inveja dos pancéps que se mostravam abaixo de zero e sem nenhum pudor.

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Esses modismos que surgem do mundo fashion sempre me intrigam e me impressiona muito como as meninas normais tentam se inspirar nas modelos.  Elas desfilam com aquelas roupas malucas, o jeito de andar nas passarelas é quase impraticável nas calçadas brasileiras. Nas entrevistas, os estilistas dizem que tudo aquilo é uma tendência. Ou seja, não é para ser copiado a risca. Então, se você tem o corpo da Paola de Oliveira, dificilmente vai conseguir ter uma barriga negativa. Talvez, terá uma barriga sarada ou mesmo uma barriga positiva, o que não deixa de ter seu charme. Eu agarantio (com équio), você não vai deixar de ser desejada por Deus, o mundo e a torcida do Flamengo, inclusive.

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Na idade média, o corpo humano, principalmente o feminino, era visto como um templo de tentações. Os teólogos diziam que as mulheres tinham mais conivência com o demônio, isso por que Eva teria sido criada a partir de uma costela torta de adão. Sendo assim, nenhuma mulher poderia ser reta (Péssima piada!). Naquele período os corpos eram gordinhos. Se você fizer uma pesquisa no Google, vai encontrar um monte de pinturas retratando os corpos gordinhos, cobertos por vestimentas brancas e leves. E até hoje, a história conta desses corpos, que na época eram o padrão de beleza. Quando a coisa é boa, fica para a posteridade.  Já viu se algum Leonardo da Vinci contemporâneo pintou uma barriga negativa?

____Dilvo Rodrigues

A verdade é que eu concordo super. E estava com saudades dos textos do Dilvo por aqui. Compartilhem com as amigas e sejam felizes. Na minha humilde opinião é o que importa.

Quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho do Dilvo acessa aqui: http://merascronicas.wordpress.com/

Beijos beijos

CS

Um Gênero e Inúmeras Questões por Dilvo Rodrigues

Hoje eu vou abrir mão do humor. E será um das poucas vezes em muito tempo que lançarei mão da seriedade para falar do Dia Internacional da Mulher. Particularmente, tenho um pé atrás com essas “datas comemorativas”. O motivo principal da minha desconfiança é baseado na mercantilização delas. Porém, esses momentos podem ser reveladores e mesmo esclarecedores sobre o que somos e o que nos tornamos.

Algumas delas servem para mostrar que somos totalmente incoerentes e, posso dizer falsos e mesquinhos. Eu vejo isso muito claramente, por exemplo, na data em que se comemora o Dia da Consciência Negra. O Governo, a mídia e nós mesmos, cidadãos comuns, ficamos com aquele discursinho bonitinho de que tem de refletir, que isso, que aquilo. No outro dia, questionamos a existência das cotas para os negros e afrodescendentes praticadas nas universidades públicas desse país, não concordamos que o governo ajude financeiramente a população pobre, que em sua maioria se constitui de negros e afrodescendentes. Existem outras datas em que é mais possível ver o quão nosso país é desigual e o quanto nossos objetivos e visões se divergem. Acho que no Dia Internacional da Mulher é possível constatar isso.

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Essa data é resultado de uma série de reinvindicações por melhores condições de trabalho e de vida que as mulheres começaram a realizar no contexto das revoluções industriais do inicio do século XX. Durante o período da Primeira Guerra Mundial, as mulheres foram recrutadas em massa para trabalhar nas linhas de produções industriais da Europa e dos Estados Unidos. Mas, e hoje, como seria ter uma visão moderna ou contemporânea, se assim queiram, das lutas e reivindicações das mulheres? Na minha opinião, é impossível responder sem levarmos em conta a estratificação ou, em outras palavras, a desigualdade sócio econômica brasileira. Ou seja, se por um lado, um grupo de mulheres reivindica a equiparação de salários para uma mesma função, em relação aos homens, o outro grupo ainda luta para que seus filhos não nasçam em banheiros ou no chão dos hospitais. De outra forma, talvez a Marina Silva se preocupe com a educação delas e com a formação de lideranças em bairros, comunidades e entidades de classe, para que no futuro a participação delas nos espaços de poder seja mais numerosa e efetiva. E a Val Marchiori se preocupa com o que? Helloooo!

Pode parecer engraçado, mas hoje em dia muitas pessoas tem uma visão romântica dessa data. Você acaba escutando comentários como “A mulher só quer atenção.”, “Nós merecemos um pouco de carinho.”. É uma coisa ingênua, mas que no fundo é verdade. É um sentimento juvenil, que assume uma faceta diferente de mulher para mulher, dependendo da circunstancias da vida que leva. Têm aquelas outras frases clichês de jornal televisivo “A mulher cada vez mais conquista o mercado de trabalho.” ou “Elas estão dominando o mundo.” Eu, sinceramente, penso que se o mundo é tão perverso e difícil atualmente, talvez seja em grande parte culpa dos homens. Faço a mea culpa, não por que esteja diretamente envolvido nos erros. Mas pelo fato de que faço parte de algo maior, algo que transcende a mim, mas que na qual estou envolvido de alguma forma. Enfim, o que queria dizer é que se objetivo for nos tornar, todos nós, mais escravos ainda do que já somos, por favor, mulheres, fiquem em casa.

O que eu penso sobre ser vulgar ou não – Por Dilvo Rodrigues

Eu gostava da novela Avenida Brasil. Na verdade, eu só assistia à novela por causa da Suelen, a piriguete vivida pela atriz Ísis Valverde. Espero que minha namorada não leia esse texto. O fato é que eu não achava a Maria-chuteira tão vulgar assim. A Nana Gouvêa em uma espécie de ensaio fotográfico depois da passagem do furacão Sandy pelo EUA me pareceu mais vulgar, bastante mesquinha, para dizer a verdade. A vulgaridade é um conceito complexo de ser aplicado e, principalmente, justificado.

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Se você ligar a TV no domingo vai encontrar um monte de situações de vulgaridade. O que mais se destaca, a meu ver, são as Panicats.  Toda vez que eu olho para uma delas me lembro de um frango de engorda. Aqueles animais sofridos que ficam na granja recebendo alimentação e hormônios para ficarem vistosos e parecerem deliciosos à mesa.  Ao contrário delas, duvido que existam outros frangos sedentos de um granjeiro como existem garotas ávidas por fazerem parte do grupo Panicats. A questão é mais profunda ainda quando você voltar na história e se lembrar daquelas mulheres queimando soutiens, o movimento feminista.  Se elas soubessem que a coisa iria ser levada tão a sério assim, talvez tivessem queimado apenas suas meias.

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A Banda baiana “É o Tchan!” era vulgar!? As dançarinas de Funk são vulgares!? Eu não me arrisco a dizer. Poderia dizer que, por exemplo, as dançarinas expõem traços da cultura brasileira. O Brasil é um país no qual o “sexy” e/ou “sensual” é muito presente nas mais variadas manifestações. Vide Carnaval! Ou será que você arriscaria dizer que a festa mais popular do mundo também é a manifestação cultural mais vulgar do mundo? Fica por sua conta! A vulgaridade também tem um lado social. Já apareceram sem calcinhas em eventos sociais, a Adriane Galisteu e a Juliana Paes. Eu nunca vi nenhum repórter do CQC fazer perguntas embaraçosas em relação a esse assunto para as celebridades. A mesma coisa não acontece com as mocinhas que participam do Big Brother Brasil.

Enfim, a vulgaridade pode estar nos olhos de quem vê, na língua de quem fala, na pele de quem veste ou na pele de quem fica nu. Eu fico pasmo de saber que até se tratando desse assunto, a relatividade seja o melhor e o mais sensato caminho.  E que, na prática, seja aqui o mais próximo que a Nicole Bahls possa chegar perto do Albert Einstein.

Fotos: Reprodução

Distintamente Belos Por Dilvo Rodrigues

“Se você pensa que é bonito ser feio, que é bonito ser feio, que é bonito ser feio!”. A frase retirada de uma música criada pelo personagem Batoré, do programa “A Praça é nossa!”, representa um drama atual. Um drama que há muito já deixou de ser apenas feminino. Porém, assombra mais elas do que eles. Pior, se acredita em um único padrão estético. No fim, é como visitar um país oriental pela primeira vez. Todo mundo parece igual.

Se você perguntasse para o Platão, para o Aristóteles ou para o Santo Agostinho a respeito da visão deles sobre o que é belo, sem dúvida teria três respostas diferentes. Mas, talvez, no fim das contas, sejam complementares. Então, vamos subverter um pouco a lógica filosófica e levar o que os caras pensavam para o mundo material e carnal (que Deus me perdoe!) contemporâneo. O Platão dizia que a ideia da beleza é algo que está acima da percepção, do julgamento ou do juízo humano. Então, bonito aquilo que você olha e já pira logo de cara, sem explicação! Não importa, não é responsabilidade do homem dizer o que é belo ou não. O importante mesmo é pirar! Pirou, então é belo!

O filósofo grego Aristóteles, foi aluno de Platão, dizia que era bela a obra de arte que apresentasse simetria, ordenação e proposição. Ou seja, tudo em uma justa medida. Quer dizer, se você for magrinha, gordinha, alta, magra, isso não interessa. O que interessa mesmo é que o conjunto apresente uma harmonia, sem desproporcionalidades. Assim, a Preta Gil seria tão bonita quanto a Camila Pitanga.  Por outro lado, o Santo Agostinho e São Tomás de Aquino atribuem a beleza ao Bem e à Verdade, já que esses são atributos da própria beleza de Deus. Alguns dos filósofos alemães também acreditam na Verdade como a maior expressão de Beleza. Então, seja carinhosa, atenciosa, faça o bem. Seja sincera, verdadeira, assuma a celulite e as estrias que serás bela.

Existem inúmeras outras concepções de beleza dentro da filosofia e em outras áreas do conhecimento também. Na vida prática, que não exclui o campo das ideias, há inúmeras outras formas de beleza. A natureza é exuberante em suas variadas formas de beleza. Por mais que você não acredite, somos parte dessa natureza também e, por causa dela, distintamente e não igualmente belos.

E então? O que acharam do post do Dilvo? Gostaram?

Beijos

CS

Fotos: Reprodução

Se eu me maquiasse! por Dilvo Rodrigues

Hoje tem Visão Masculina aqui no blog, pelo jornalista Dilvo Rodrigues. Estou super feliz com a participação dele por aqui. E com muito carinho que recebo o primeiro post do Dilvo, espero que você gostem! Ele escreve super bem e eu AMO os textos dele.

Se eu me maquiasse! 

Eu reparo demais em roupa de mulher, mas muito mesmo. Mas, reparo mais ainda na maquiagem. Eu gostaria muito de informar às mulheres algumas coisas que elas deveriam saber sobre a maquiagem, cinco coisas que os homens pensam sobre o tal do make up!

Outro dia saí pra comprar uma cafeteira, entrei numa loja e tive a nítida e clara sensação de ser atendido pelo Patati ou pelo Patatá.  Gente, maquiagem não é artigo de circo. Melhor não usar nada a se pintar como um palhaço.  Ao invés de provocar desejo e admiração, vai despertar risadas e desaprovação.

Se sua roupa for estampada demais, um vestido florido, uma shorteta de bolso de lantejoula daqueles bem piriguete, por favor, use uma maquiagem mais suave. O Carnaval é só uma vez por ano, você tem quatro dias para se parecer uma árvore de natal. É o suficiente.

Cuidado com a sombra preta, se você não for gótica, claro! Mas, se você for, pode usar até de dia.

Me lembrei agora do coitado do blush. Não se usa blush laranja na orelha. É na maça do rosto! E só uma coisinha ali, bem marcada. Quer pintar a cara toda de laranja, então coloque uma abobora na cabeça, oras!

Eu sei que o iluminador, as maquiagens metálicas e cores mais vibrantes vão ser ou já são tendência para o verão 2012/2013. Porém, tome cuidado para não ser confundida com um refletor solar ou com uma bola de fogo (“Sou eu bola de fogo e o calor tá de matar. Vai me enterrar na areia? Não, vou atolar!). Lembre-se que as pessoas querem saber quem você é, querem te ver.

E então amores? Concordam com o Dilvo?

Beijo grande meu e do Dilvo… que sempre vai ter posts por aqui!