O que eu penso sobre ser vulgar ou não – Por Dilvo Rodrigues

Eu gostava da novela Avenida Brasil. Na verdade, eu só assistia à novela por causa da Suelen, a piriguete vivida pela atriz Ísis Valverde. Espero que minha namorada não leia esse texto. O fato é que eu não achava a Maria-chuteira tão vulgar assim. A Nana Gouvêa em uma espécie de ensaio fotográfico depois da passagem do furacão Sandy pelo EUA me pareceu mais vulgar, bastante mesquinha, para dizer a verdade. A vulgaridade é um conceito complexo de ser aplicado e, principalmente, justificado.

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Se você ligar a TV no domingo vai encontrar um monte de situações de vulgaridade. O que mais se destaca, a meu ver, são as Panicats.  Toda vez que eu olho para uma delas me lembro de um frango de engorda. Aqueles animais sofridos que ficam na granja recebendo alimentação e hormônios para ficarem vistosos e parecerem deliciosos à mesa.  Ao contrário delas, duvido que existam outros frangos sedentos de um granjeiro como existem garotas ávidas por fazerem parte do grupo Panicats. A questão é mais profunda ainda quando você voltar na história e se lembrar daquelas mulheres queimando soutiens, o movimento feminista.  Se elas soubessem que a coisa iria ser levada tão a sério assim, talvez tivessem queimado apenas suas meias.

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A Banda baiana “É o Tchan!” era vulgar!? As dançarinas de Funk são vulgares!? Eu não me arrisco a dizer. Poderia dizer que, por exemplo, as dançarinas expõem traços da cultura brasileira. O Brasil é um país no qual o “sexy” e/ou “sensual” é muito presente nas mais variadas manifestações. Vide Carnaval! Ou será que você arriscaria dizer que a festa mais popular do mundo também é a manifestação cultural mais vulgar do mundo? Fica por sua conta! A vulgaridade também tem um lado social. Já apareceram sem calcinhas em eventos sociais, a Adriane Galisteu e a Juliana Paes. Eu nunca vi nenhum repórter do CQC fazer perguntas embaraçosas em relação a esse assunto para as celebridades. A mesma coisa não acontece com as mocinhas que participam do Big Brother Brasil.

Enfim, a vulgaridade pode estar nos olhos de quem vê, na língua de quem fala, na pele de quem veste ou na pele de quem fica nu. Eu fico pasmo de saber que até se tratando desse assunto, a relatividade seja o melhor e o mais sensato caminho.  E que, na prática, seja aqui o mais próximo que a Nicole Bahls possa chegar perto do Albert Einstein.

Fotos: Reprodução

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