Magras – Um fato da vida!

Hoje eu me aceito, me amo e sou feliz assim!
Eu nunca tive aptidão para ter um blog de moda e beleza. Acho que na realidade eu não tinha e  agora eu realmente tenho. Já faz um tempo que me preocupo se tenho ou não roupa e se elas combinam comigo e com o que quero passar para as pessoas. E isso é algo que realmente faz todo sentido pra mim, HOJE.
Há um tempinho atrás eu continuava como sou hoje: MAGRA. Tudo bem que hoje em dia ser magra é algo que todos querem e acham o MÁXIMO. Certo minha amiga, seja magra com 46 kilos (que é o máximo de peso que consigo atingir na vida) e use PP, 34 e afins.
Quando eu era adolescente eu só usava camiseta, calça de ginástica e All Star. Jeans para sair de noite e vez em quando um saltinho. Além disso eu tinha várias apelidos super legais: magrela, Olívia Palito, seca, vara de bambu, e por aí vai. Oooo fase!
Hoje em dia eu nem ligo para essa baboseira toda. Mas claro que no meu auge dos 15 anos e todas as minhas amigas com pernas, bundas e seios essa insunuações carinhosas me incomodava um bocadinho (quase nada). Seios? Brasil o que era isso? O que será que elas tomavam na água que lá em casa não tinha?
Independente disso eu sempre fui marrentinha e decidida nessa vida. Se não vem beleza, Deus te da outra coisa né meu bem?
Não pensem que o Blog Caren Sales veio de toda minha intimidade com o Universo Feminino desde sempre. Eu só adquiri esse gosto com o tempo, com idade e com as transformações que a vida nos traz. Por que antes,lá em Malacacheta, eu jogava bolinha de gude e futebol na rua com a molecada. Além de ter um super entusiasmo para jogar vôlei todos os dias da minha vida.
Look do dia? Isso nem passava pela minha cabeça. Roupas? Quando eu achava uma que desse para meu corpinho 34 eram pulos de alegria pelo simples fato de ter encontrado algo que nem era o que eu queria. E depois, lágrimas sem fim pelo preço que eu teria que pagar em um peça tão pequena.
Essa era a saga de ser MAGRA 34. Achar uma calça era um pequeno parto. Lembrando que eu morava no interior de Minas Gerais e tinha que viajar umas 3 horas para achar algo CARO que me servisse.
O tempo já passou e pouca coisa mudou quando o assunto é: VISTO 34! Eu acho roupas SIM, bem mais que antigamente. Mas ainda assim encontro muito dificuldade. Tenho lugares específicos para comprar e fico muito feliz quando um 36 da certo no meu corpo. Em pleno século XXI e com a era do Detox acho que a indústria não está acompanhando essa moda. Já que tem tanto regime, dieta, academia, suco verde e afins ( que eu acho um saco) vamos produzir mais peças 34?
Quem mais aí tem problemas como os meus?
Me contem… quero saber tudooo!
Beijos beijos
Caren Sales
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Sobre Barriga Negativa por Dilvo Rodrigues

Na primeira vez que ouvi falar do termo “barriga negativa” fiquei bastante curioso. Eu estava na rua passeando, quando duas garotas passaram conversando do meu lado. De repente, as palavras chegaram aos meus ouvidos. Antes de chegar em casa e pesquisar, fiquei supondo ou imaginando: – o que seria essa tal de “barriga negativa”? Confesso, foi difícil  demais chegar a um hipótese, digamos, lógica. Mas, sem dúvida era alguma coisa relacionada a estética corporal. No caminho para casa, fiquei reparando a barriga de todas as pessoas que passavam por mim, e me perguntava: “Será aquela a barriga negativa?”.

Na verdade, era bem mais simples do que eu pensava. É tão simples que nem existe definição de “Barriga Negativa” no Wikipédia, e aí a gente vai vendo o quão importante é o conceito para a raça humana. Mas, seria uma curvatura que aparece entre os ossos localizados na parte inferior da barriga. Essa concavidade é consequência do baixo acúmulo de gordura na região abdominal e em todo o corpo.  Descobri que o assunto virou febre quando a modelo sul-africana Candice Swanepoel divulgou uma foto da sua barriguinha no Instagram. Depois, houve uma enxurrada de fotos do mesmo perfil na rede social e no Facebook. Inúmeras críticas e comentários desfavoráveis, mas muita gente acabou ficando com inveja dos pancéps que se mostravam abaixo de zero e sem nenhum pudor.

barriga_negativa

Esses modismos que surgem do mundo fashion sempre me intrigam e me impressiona muito como as meninas normais tentam se inspirar nas modelos.  Elas desfilam com aquelas roupas malucas, o jeito de andar nas passarelas é quase impraticável nas calçadas brasileiras. Nas entrevistas, os estilistas dizem que tudo aquilo é uma tendência. Ou seja, não é para ser copiado a risca. Então, se você tem o corpo da Paola de Oliveira, dificilmente vai conseguir ter uma barriga negativa. Talvez, terá uma barriga sarada ou mesmo uma barriga positiva, o que não deixa de ter seu charme. Eu agarantio (com équio), você não vai deixar de ser desejada por Deus, o mundo e a torcida do Flamengo, inclusive.

barriganegativapositiva

Na idade média, o corpo humano, principalmente o feminino, era visto como um templo de tentações. Os teólogos diziam que as mulheres tinham mais conivência com o demônio, isso por que Eva teria sido criada a partir de uma costela torta de adão. Sendo assim, nenhuma mulher poderia ser reta (Péssima piada!). Naquele período os corpos eram gordinhos. Se você fizer uma pesquisa no Google, vai encontrar um monte de pinturas retratando os corpos gordinhos, cobertos por vestimentas brancas e leves. E até hoje, a história conta desses corpos, que na época eram o padrão de beleza. Quando a coisa é boa, fica para a posteridade.  Já viu se algum Leonardo da Vinci contemporâneo pintou uma barriga negativa?

____Dilvo Rodrigues

A verdade é que eu concordo super. E estava com saudades dos textos do Dilvo por aqui. Compartilhem com as amigas e sejam felizes. Na minha humilde opinião é o que importa.

Quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho do Dilvo acessa aqui: http://merascronicas.wordpress.com/

Beijos beijos

CS